O que distingue o jovem do velho não é só a idade, mas a capacidade de aprender e fazer planos. O jovem está constantemente adquirindo conhecimento sobretudo a respeito das suas possibilidades e chances. Ele tem planos para a vida pessoal, profissional e afetiva e irá “testar” seus projetos para descobrir o que é possível ou impossível. Ele tentará, errará e acertará. Assim, o jovem irá adquirir hábitos, condutas, crenças e medos que serão cada vez mais difíceis de mudar...e isso o tornará velho. Ao longo dos anos, será muito difícil para ele aprender uma nova língua, ter um novo “melhor amigo” ou se casar. Ainda, ele terá idéias cristalizadas sobre suas habilidades e deficiências, como, por exemplo, sobre se gosta ou não de matemática, se tem habilidade ou não para escrever ou se tem dificuldade de dizer “não” quando não quer alguma coisa. Eu, porém, creio, que alguém possa vir a mudar o que lhe impede de se desenvolver; que alguém possa vir a gostar de matemática, aprender a redigir bem e a dizer “não” quando quer dizer “não”, a despeito de antes. Acredito que alguém possa se modificar, ou seja, rejuvenescer, e assim, tornar-se mais forte, mais inteligente e realizado. Mas para isso não basta ler livros de auto-ajuda, nem ter apenas determinação, é preciso que alguma mudança importante aconteça na vida da pessoa, como um novo relacionamento afetivo, uma mudança de País ou qualquer outra "sacudida" relevante; pois uma vida inteira consolidando um “eu” enfraquecido não pode ser reformulada instantaneamente...A maneira que eu encontrei para mudar foi a psicanálise. Por isso, hoje fico feliz que problemas pessoais tenham me “obrigado” a recorrer a ela, porque a ela devo minhas maiores conquistas. Sem a psicanálise, eu teria repetido indefinidamente meus erros cristalizados, decorrentes de um modo viciado de me comportar e de sentir o mundo.. Hoje, cada vez mais, a vida me motiva a mudar em todos os aspectos da minha vida, tenho uma sensação jovial com muitos planos!!
domingo, 14 de setembro de 2008
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