Umas das piores condutas do ser humano na atualidade é tentar garantir suas vantagens pessoais em detrimento das coletivas. A maioria pensa em si desarticuladamente dos seus pares, buscando seu sucesso individual. As pessoas unem-se cada menos em agremiações, centros acadêmicos, condomínios e sindicatos, para, em vez disso, lutarem isoladamente por “seus lugares ao sol”, na ilusão de que podem ganhar mais, se não dividirem com ninguém. Mas essa aritmética não funciona assim. Esse raciocínio é um grande equívoco. Todos perdem ao tentarem ganhar isoladamente...
Essa idéia de lutar pelo sucesso individual, porém, não é obra do acaso, existe grande incentivo para que as pessoas pensem em obter vantagens só para si. A sociedade estimula todos a competirem em vez de se organizarem para conseguir melhores condições de saúde, moradia e emprego. Aliás, as poucas organizações populares que defendem interesses coletivos são difamadas como é o caso dos “sem terra” ou são tuteladas, como é o caso recente do Banco Popular do Brasil, inspirado no Banco Grameen, de Bangladesh fundado para fornecer empréstimos a empreendedores de baixa renda. Interessante foi que para a fundação do “correspondente” banco brasileiro, o próprio mentor bengali, o economista e Nobel da Paz, Muhammad Yunus foi convidado. E para o estarrecimento de todos, ele lamentou que a iniciativa tivesse sido do Banco do Brasil (do qual o “Popular” é uma concessão), pois que isso implicaria o desvirtuamento da concepção original!! Mas o que ocorre no Brasil é um reflexo do que ocorre na maior parte do mundo, principalmente nos EUA, país que, sem constrangimento, se negou a assinar o protocolo de Kyoto, pois mais legítimo para eles era defender seu lucro, que colaborar para o mundo continuar respirando!!
Infelizmente, a civilização que evoluiu da barbárie para o estado de direito parece agora estar fazendo o movimento inverso.
domingo, 31 de agosto de 2008
sábado, 23 de agosto de 2008
Crer e Ser
Se eu pudesse escolher algo da Gisele Bündchen, escolheria o pai. Pelas entrevistas dela, vê-se que ele contribuiu, mais do que com o genes, com a auto-confiança da filha. Antes da fama, enquanto muitos sugeriam que para dar certo, Gisele deveria operar o nariz, seu pai afirmava que ela não precisava disso, porque tinha “personalidade”. Sábias palavras!! Ela já tinha o suficiente: auto-confiança. Assim, Gisele não se rendeu à crítica destrutiva dos outros e teve convicção de que era bonita.
Crer em si é tão importante quanto ser! Ou melhor, crer que se é, é parte de ser. Alguém muito belo, mas inseguro, em poucos instantes se transforma aos nossos olhos em alguém menos belo que um feio muito seguro. E isso vale não só em relação à aparência física, mas quando acreditamos ter certas qualidades, essa convicção é comunicada aos outros e é muito difícil que eles duvidem dela. A convicção é parte da realidade, ela cria, ela é.
Esta é a razão porque algumas pessoas sem formação ou currículo progridem em seus campos de atuação às vezes mais do que os que têm maior qualidade, pois aos primeiros, lhes falta a auto-crítica (destrutiva) e se lançam com confiança aos empreendimentos. Quem não tem muita noção de suas limitações, convence os outros também disso. Um exemplo patológico que ilustra meu ponto de vista é o do caso da estelionatária “Kelly Tranchesi” que se passou por veterinaria aos 15 anos, comerciante de cavalos e, antes dos 18, foi contratada numa clínica como dermatologista. Ela persuadiu pessoas de nível cultural e educacional muito superiores ao dela, utilizando a auto-confiança. Ela provou que a imagem convence mais do que o conteúdo.
Assim, para sermos melhores é fundamental que desenvolvamos a auto-confiança e reduzamos nossa auto-crítica e o medo de nos lançar. Ser melhor não é só uma questão objetiva, mas é muito subjetiva. Temos que nos crer fortes, inteligentes e bonitos. Porém, se é muito difícil acreditar mais nas nossas qualidades, comecemos por desacreditar mais nos nossos defeitos; duvidemos das nossas fraquezas e limitações. E, por fim, nos cerquemos de amigos que, como o pai de Gisele, façam-nos sentir valorizados. Aqueles que nos fazem sentir melhores, nos tornam melhor!
Crer em si é tão importante quanto ser! Ou melhor, crer que se é, é parte de ser. Alguém muito belo, mas inseguro, em poucos instantes se transforma aos nossos olhos em alguém menos belo que um feio muito seguro. E isso vale não só em relação à aparência física, mas quando acreditamos ter certas qualidades, essa convicção é comunicada aos outros e é muito difícil que eles duvidem dela. A convicção é parte da realidade, ela cria, ela é.
Esta é a razão porque algumas pessoas sem formação ou currículo progridem em seus campos de atuação às vezes mais do que os que têm maior qualidade, pois aos primeiros, lhes falta a auto-crítica (destrutiva) e se lançam com confiança aos empreendimentos. Quem não tem muita noção de suas limitações, convence os outros também disso. Um exemplo patológico que ilustra meu ponto de vista é o do caso da estelionatária “Kelly Tranchesi” que se passou por veterinaria aos 15 anos, comerciante de cavalos e, antes dos 18, foi contratada numa clínica como dermatologista. Ela persuadiu pessoas de nível cultural e educacional muito superiores ao dela, utilizando a auto-confiança. Ela provou que a imagem convence mais do que o conteúdo.
Assim, para sermos melhores é fundamental que desenvolvamos a auto-confiança e reduzamos nossa auto-crítica e o medo de nos lançar. Ser melhor não é só uma questão objetiva, mas é muito subjetiva. Temos que nos crer fortes, inteligentes e bonitos. Porém, se é muito difícil acreditar mais nas nossas qualidades, comecemos por desacreditar mais nos nossos defeitos; duvidemos das nossas fraquezas e limitações. E, por fim, nos cerquemos de amigos que, como o pai de Gisele, façam-nos sentir valorizados. Aqueles que nos fazem sentir melhores, nos tornam melhor!
domingo, 17 de agosto de 2008
Silêncio
Hoje, para não ficar em silêncio, resolvi fazer um apanhado sobre o que algumas personalidades disseram sobre ele...Frases que se eles não houvessem dito, jamais saberíamos...
A primeira, uma conhecida, para os íntimos: ...A palavra é prata, o silêncio é ouro (Provérbio Chinês)
O silêncio é ouro quando você não consegue pensar numa boa resposta (Muhammad Ali)
O silêncio é o amigo que nunca trai (Confúcio)
A degeneração de um povo, de uma nação ou raça, começa pelo desvirtuamento da própria língua. (Rui Barbosa). Ops... o que esta está fazendo aqui??
O silêncio é a redoma da sabedoria (Provérbio Judeu)
Você nunca terá que se explicar por coisas que nunca disse (Calvin Coolidge (30° Presidente dos EUA))
Uma para pensar: O silêncio é um espião (Mário Quintana)
E por fim, uma de alguém contrário: O silêncio é a virtude dos tolos (Sir Francis Bacon).
A primeira, uma conhecida, para os íntimos: ...A palavra é prata, o silêncio é ouro (Provérbio Chinês)
O silêncio é ouro quando você não consegue pensar numa boa resposta (Muhammad Ali)
O silêncio é o amigo que nunca trai (Confúcio)
A degeneração de um povo, de uma nação ou raça, começa pelo desvirtuamento da própria língua. (Rui Barbosa). Ops... o que esta está fazendo aqui??
O silêncio é a redoma da sabedoria (Provérbio Judeu)
Você nunca terá que se explicar por coisas que nunca disse (Calvin Coolidge (30° Presidente dos EUA))
Uma para pensar: O silêncio é um espião (Mário Quintana)
E por fim, uma de alguém contrário: O silêncio é a virtude dos tolos (Sir Francis Bacon).
domingo, 10 de agosto de 2008
Conheça a ti mesmo!
Não somos educados para sermos felizes; somos educados para funcionar socialmente. Para isso, antes de nascermos tudo já está preparado para que não saibamos o que queremos e não tenhamos tempo nem oportunidade para descobrir e, assim, queiramos o quê nos for destinado querer.
A “educação” é muito importante neste processo de anulação pessoal. Ir à escola garante que o indivíduo aprenda a passar muitas horas sob contenção, que o seu desejo seja adequadamente domado e que assimile os valores que são desejáveis socialmente. Assim, todos passam muito tempo ocupados com assuntos que não tem a mínima utilidade ou interesse (enquanto assuntos aplicados não são ensinados)! Mas a grande lição dessa vida escolar, afinal, não é mesmo o contéudo do que ensina, mas a mensagem de que o aluno deve aprender a ouvir o mestre em vez de pensar por si e massacrar toda a sua energia criativa.
Ainda, a mídia nos incute os desejos que devemos ter, as datas que devemos comemorar, a beleza que devemos apreciar, as notícias que nos são permitidas saber. E rouba muito da nossa atenção para questões que muitas vezes não são nossas e apenas nos distraem dos nossos interesses.
Para revertermos este estado de coisas, precisamos nos escutar mais. Precisamos nos reeducar e limpar essa sujeira que nos oblitera o julgamento. Devemos estar atentos para evitar aceitar idéias e desejos que não são nossos! Precisamos ousar tomar atitudes que nos garantam real satisfação, mesmo que muitos não aprovem, porque não sabemos se teremos outra oportunidade para isso!
("Know thyself, and you will know the universe and the gods" - Sócrates)
A “educação” é muito importante neste processo de anulação pessoal. Ir à escola garante que o indivíduo aprenda a passar muitas horas sob contenção, que o seu desejo seja adequadamente domado e que assimile os valores que são desejáveis socialmente. Assim, todos passam muito tempo ocupados com assuntos que não tem a mínima utilidade ou interesse (enquanto assuntos aplicados não são ensinados)! Mas a grande lição dessa vida escolar, afinal, não é mesmo o contéudo do que ensina, mas a mensagem de que o aluno deve aprender a ouvir o mestre em vez de pensar por si e massacrar toda a sua energia criativa.
Ainda, a mídia nos incute os desejos que devemos ter, as datas que devemos comemorar, a beleza que devemos apreciar, as notícias que nos são permitidas saber. E rouba muito da nossa atenção para questões que muitas vezes não são nossas e apenas nos distraem dos nossos interesses.
Para revertermos este estado de coisas, precisamos nos escutar mais. Precisamos nos reeducar e limpar essa sujeira que nos oblitera o julgamento. Devemos estar atentos para evitar aceitar idéias e desejos que não são nossos! Precisamos ousar tomar atitudes que nos garantam real satisfação, mesmo que muitos não aprovem, porque não sabemos se teremos outra oportunidade para isso!
("Know thyself, and you will know the universe and the gods" - Sócrates)
domingo, 3 de agosto de 2008
Momento da auto-ajuda 1 - Mente e felicidade
Bertrand Russell, o ilustre matemático, também ganhou o prêmio Nobel de literatura. Ele escreveu vários ensaios, entre outros assuntos, sobre "a conquista da felicidade"(1). Das várias considerações que faz no seu livro, uma bem interessante é sobre pensar nos problemas apenas a fim de resolvê-los e não a todo momento. Se conseguíssemos fazer isso, com certeza nosso sofrimento seria muito menor. Não acredito, porém, que alguém consiga se dominar ao ponto de ser tão técnico na resolução dos problemas, mas tenho a certeza de que a mente que não busca se disciplinar para não pensar inutilmente sobre um assunto, sofre muito mais do que aquela que se treina nesta prática.
Diz Russell:
"O sábio só pensa em seus problemas quando existe algum sentido em fazê-lo; no restante do tempo pensa em outras coisas e, à noite na cama, em nada pensa. Não estou dizendo com isso que em meio a uma grande crise - por exemplo, quando a ruína parece iminente, ou quando um marido tem boas razões para suspeitar que sua mulher o trai - seja possível, exceto no caso de algumas mentes excepcionalmente disciplinadas, deixar de pensar no problema, mesmo sem querer. Mas é perfeitamente possível não pensar nos problemas dos dias normais, com exceção do momento exato, para, por fim enfrentá-los. É espantoso o quanto homens e mulheres podem aumentar a felicidade e a eficiência cultivando uma mente ordenada, que pense de maneira adequada nas horas certas e não inadequadamente a todo momento. Quando temos que tomar uma decisão difícil ou preocupante, de posse de todos os dados possíveis, devemos pensar na questão da melhor maneira para resolvê-la e tomar uma decisão. Feito isso, não temos que voltar ao assunto, a não ser que surja um dado novo. Nada é mais extenuante e estéril que a indecisão."
1. A conquista da felicidade. Bertrand Russell. Ediouro. 2a ed. Trad. Luiz Guerra. 2002.
Diz Russell:
"O sábio só pensa em seus problemas quando existe algum sentido em fazê-lo; no restante do tempo pensa em outras coisas e, à noite na cama, em nada pensa. Não estou dizendo com isso que em meio a uma grande crise - por exemplo, quando a ruína parece iminente, ou quando um marido tem boas razões para suspeitar que sua mulher o trai - seja possível, exceto no caso de algumas mentes excepcionalmente disciplinadas, deixar de pensar no problema, mesmo sem querer. Mas é perfeitamente possível não pensar nos problemas dos dias normais, com exceção do momento exato, para, por fim enfrentá-los. É espantoso o quanto homens e mulheres podem aumentar a felicidade e a eficiência cultivando uma mente ordenada, que pense de maneira adequada nas horas certas e não inadequadamente a todo momento. Quando temos que tomar uma decisão difícil ou preocupante, de posse de todos os dados possíveis, devemos pensar na questão da melhor maneira para resolvê-la e tomar uma decisão. Feito isso, não temos que voltar ao assunto, a não ser que surja um dado novo. Nada é mais extenuante e estéril que a indecisão."
1. A conquista da felicidade. Bertrand Russell. Ediouro. 2a ed. Trad. Luiz Guerra. 2002.
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