domingo, 29 de março de 2009

Intuição

Em matemática, o termo intuitivo tem um significado diferente do usado no dia-a-dia. É intuitivo aquilo que, sem necessidade de prova, indica uma consequência "natural". Por exemplo, que ao somarmos 1 unidade a um número positivo, este novo número é maior que o anterior.

No entanto, mesmo em matemática, algumas coisas que parecem intuitivas, não são verdadeiras. Por exemplo, parece intuitivo que a soma de infinitas parcelas não seja um número finito. No entanto a soma das infinitas frações abaixo é igual a 1 !!




Assim, constantemente estamos sendo "enganados" pelo juízo que fazemos das coisas. E muitas vezes podemos ficar inseguros por conta destes erros. Estamos tratando de erros lógicos, intelectuais. O remédio para não sermos vítimas destes erros, é a informação.

Existe ainda um outro tipo de conceito de intuição, vou chamá-la de "metafísica". Essa intuição é como uma "dica" que você recebe e "serve" para, junto a outros dados observacionais, poder auxiliá-lo na tomada de decisões. Para a maioria das pessoas, é muito difícil avaliar o valor desta "intuição", bem como distingui-la de outras informações, digamos de "falsas intuições".

No meu entender, de alguém que aprecia o intelecto e o alimenta com informação de ótima qualidade; de alguém refrário a aceitar o "senso comum"; há espaço para a "intuição" metafísica! Ao meu ver, esta intuição pode e deve ser usada como qualquer outro dos 5 sentidos.
Para começar a usá-la, é preciso, primeiramente, aceitar que ela exista, é preciso aceitar que sejamos capazes de "captar estas informações". Depois, precisamos de tempo e treino para distinguir a intuição de outras informações irrelevantes. Como ? Usando a intuição!

Deus está dentro de você e Deus é o Bem. A Intuição é o caminho que leva a Ele.

domingo, 15 de março de 2009

RESET

Recentemente tive problemas com a internet, provedor e computador. E acabei formatando meu desktop. O Vista permite que você mesmo acabe com sua vida pregressa e comece tudo outra vez, no conforto do seu lar e sem que estranhos façam isso para você. Eu deveria ter feito um back up, mas salvei apenas algumas coisinhas num pen drivezinho de 2 G. Estava tão irada com uma semana de ostracismo virtual que senti, ao formatá-lo, uma espécie de vingança. Perdi aulas, provas, documentos e fotos. Fotos!! Isso me lembra de uma música de Paulo Vanzolini*:
Na praça Clóvis
Minha carteira foi batida
Tinha vinte e cinco cruzeiros
E o teu retrato
vinte e cinco
Eu, francamente, achei barato
Pra me livrarem
Do meu atraso de vida
Eu já devia ter rasgado
E não podia
Esse retrato cujo olhar
Me maltratava e perseguia
Um dia veio o lanceiro
Naquele aperto da praça
vinte e cinco
Francamente foi de graça
Na praça Clóvis (...)

Dá um certo alívio perder, maybe I'm getting crazy after all...

*http://www.imeem.com/fabiosolia/music/ALZRLnzI/chico-buarque-08-praa-clvis/

domingo, 1 de março de 2009

Tristeza

Cada emoção desperta em nós um certo tipo de disposição para agir, o amor faz a gente querer construir, fazer planos, diminuir a importância das coisas ruins e ficar grato pelos momentos vividos; a raiva, ao contrário, nos dá uma energia grande, destruidora, que geralmente acaba por nos destruir; mas a tristeza, ela não nos dá energia alguma, nos imobiliza em uma sensação de impotência e de impressão de as coisas perderam o sentido. Porém, segundo alguém da minha máxima confiança, a tristeza (não a depressão) é necessária para nos reconstruir, para nos tornar mais fortes e aptos a lidar com os fatos difíceis da vida, para que amadureçamos.
O amadurecimento seria, em uma de suas expressões maiores, a aceitação pacífica de que o mundo não é como gostaríamos que ele fosse e que temos coisas, ainda, pelas quais devemos ser gratos.