sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Ordem Vigente
No mundo, a ditadura foi superada pela “democracia”. Não porque o povo tenha “conquistado a liberdade” ou “o direito à expressão”, mas apenas porque se percebeu que é muito mais fácil dominar quando não se estabelece forte oposição às manifestações populares. A história da Humanidade foi marcada por guerras e revoltas e até bem pouco tempo, a dominação se deu pela força. Houve, porém, um grande “salto qualitativo” das técnicas de dominação quando se percebeu que não dizer “não” é mais efetivo para controlar, do que estabelecer uma negativa a priori. Às demandas do povo, em vez de negar-lhes sua importância e empreender um confronto claro, diz-se que as estão “estudando” e que já estão sendo implementadas várias medidas no sentido de atendê-las. Assim, sem haver contra o que lutar, afrouxam-se os ânimos e as coisas não mudam!
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As coisas estão passando mais depressa
ResponderExcluirO ponteiro marca 120
O tempo diminui
As árvores passam como vultos
A vida passa, o tempo passa
Estou a 130
As imagens se confundem
Estou fugindo de mim mesmo
Fugindo do passado, do meu mundo assombrado
De tristeza, de incerteza
Estou a 140
Fugindo de você
Eu vou voando pela vida sem querer chegar
Nada vai mudar meu rumo nem me fazer voltar
Vivo, fugindo, sem destino algum
Sigo caminhos que me levam a lugar nenhum
O ponteiro marca 150
Tudo passa ainda mais depressa
O amor, a felicidade
O vento afasta uma lágrima
Que começa a rolar no meu rosto
Estou a 160
Vou acender os faróis, já é noite
Agora são as luzes que passam por mim
Sinto um vazio imenso
Estou só na escuridão
A 180
Estou fugindo de você
Eu vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim
O ponteiro agora marca 190
Por um momento tive a sensação
De ver você a meu lado
O banco está vazio
Estou só a 200 por hora
Vou parar de pensar em você
Pra prestar atenção na estrada
Vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes, às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim
Eu vou, vou voando pela vida
Sem querer chegar