Um insight na análise que mudou minha vida foi perceber a “disjunção” entre o que se fala e o que se faz e, assim, a passar a dar mais valor ao que percebo do que ao que ouço.
Em geral, somos muito sensíveis ao efeito provocado pelas palavras; estamos acostumados a avaliar o discurso, como se ele fosse a base da verdade, mas nos esquecemos de confrontar discurso com ação para verificar a sua consistência e, sobretudo, nos esquecemos de verificar em qual direção apontam nossos sentimentos quanto a quaisquer questões.
Antigamente, quando acreditava apenas na palavra, ao me sentir aborrecida com alguém, ficava “paralisada” quando a pessoa me dava argumentos convincentes de que ela não fez algo com a intenção de me ferir. E “consentia” que havia me enganado. Agora, porém, confio na “impressão” de que algo está errado. De que quando me sinto prejudicada, de alguma maneira, fui. Nós podemos não saber dizer o porquê, podemos não ganhar na argumentação; mas, sentindo-nos tristes, estamos tristes e não há argumento contra isso!!
Perceber a importância de respeitar o “eu” interior, dando-lhe a merecida atenção, mesmo sem a necessidade de “argumentos”, é o ponto crucial, se não em direção à felicidade, mas na direção contrária a da infelicidade.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
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