Recentemente uma amiga desabafou sobre o fim do relacionamento com o namorado. Ela está sofrendo com a separação e não parece haver chance de reconciliação. Eu sugeri a ela que procurasse um psiquiatra e pedisse um anti-depressivo (do tipo inibidor seletivo de recaptura de serotonina), ao quê ela reagiu mal e me cobrou eu ter dito alguma vez que os antidepressivos podiam prejudicar o amadurecimento das pessoas...Está certo que não devamos tentar achar medicamentos para nos livrar de qualquer situação. É aceitável que devamos desenvolver nossas estruturas psicológicas para nos tornar mais aptos a encarar novas e difíceis situações. Porém, até que ponto o sofrimento de uma pessoa é traduzido em fortalecimento das suas estruturas e até que ponto o sofrimento não causa a deterioração da vida que se quer preservar? O sofrimento prolongado parece auto-alimentar-se, de modo que a pessoa, com o tempo, já não tem vontade de sair dele, “acostuma-se”, como se entrasse numa adaptação neurobiológica com a tristeza e a dor. Acredito que a pessoa saiba qual é o ponto em que o "sofrimento" não está mais "produtivo", é neste momento que um profissional médico pode auxiliar! O uso dos novos antidepressivos, por curto período de tempo e com a intenção da pessoa em superar a crise emocional, pode reconduzi-la a uma vida produtiva e construtiva.
Ao contrário de medicamentos para dormir (hipnóticos) e ansiolíticos benzodiazepínicos que me assustam ver as pessoas usando (e tornando-se dependentes), confio nos ISRS que bem utilizados podem ser muito úteis.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
A little help
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Eu tbm confio!!!
ResponderExcluirVc é mesmo muito fofa!!! Obrigada, de novo!
ResponderExcluirhahahah! Você tá ótima!! E é fofa pq se preocupa com coração partido das alunas...!
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