Não somos educados para sermos felizes; somos educados para funcionar socialmente. Para isso, antes de nascermos tudo já está preparado para que não saibamos o que queremos e não tenhamos tempo nem oportunidade para descobrir e, assim, queiramos o quê nos for destinado querer.
A “educação” é muito importante neste processo de anulação pessoal. Ir à escola garante que o indivíduo aprenda a passar muitas horas sob contenção, que o seu desejo seja adequadamente domado e que assimile os valores que são desejáveis socialmente. Assim, todos passam muito tempo ocupados com assuntos que não tem a mínima utilidade ou interesse (enquanto assuntos aplicados não são ensinados)! Mas a grande lição dessa vida escolar, afinal, não é mesmo o contéudo do que ensina, mas a mensagem de que o aluno deve aprender a ouvir o mestre em vez de pensar por si e massacrar toda a sua energia criativa.
Ainda, a mídia nos incute os desejos que devemos ter, as datas que devemos comemorar, a beleza que devemos apreciar, as notícias que nos são permitidas saber. E rouba muito da nossa atenção para questões que muitas vezes não são nossas e apenas nos distraem dos nossos interesses.
Para revertermos este estado de coisas, precisamos nos escutar mais. Precisamos nos reeducar e limpar essa sujeira que nos oblitera o julgamento. Devemos estar atentos para evitar aceitar idéias e desejos que não são nossos! Precisamos ousar tomar atitudes que nos garantam real satisfação, mesmo que muitos não aprovem, porque não sabemos se teremos outra oportunidade para isso!
("Know thyself, and you will know the universe and the gods" - Sócrates)
domingo, 10 de agosto de 2008
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