Se eu pudesse escolher algo da Gisele Bündchen, escolheria o pai. Pelas entrevistas dela, vê-se que ele contribuiu, mais do que com o genes, com a auto-confiança da filha. Antes da fama, enquanto muitos sugeriam que para dar certo, Gisele deveria operar o nariz, seu pai afirmava que ela não precisava disso, porque tinha “personalidade”. Sábias palavras!! Ela já tinha o suficiente: auto-confiança. Assim, Gisele não se rendeu à crítica destrutiva dos outros e teve convicção de que era bonita.
Crer em si é tão importante quanto ser! Ou melhor, crer que se é, é parte de ser. Alguém muito belo, mas inseguro, em poucos instantes se transforma aos nossos olhos em alguém menos belo que um feio muito seguro. E isso vale não só em relação à aparência física, mas quando acreditamos ter certas qualidades, essa convicção é comunicada aos outros e é muito difícil que eles duvidem dela. A convicção é parte da realidade, ela cria, ela é.
Esta é a razão porque algumas pessoas sem formação ou currículo progridem em seus campos de atuação às vezes mais do que os que têm maior qualidade, pois aos primeiros, lhes falta a auto-crítica (destrutiva) e se lançam com confiança aos empreendimentos. Quem não tem muita noção de suas limitações, convence os outros também disso. Um exemplo patológico que ilustra meu ponto de vista é o do caso da estelionatária “Kelly Tranchesi” que se passou por veterinaria aos 15 anos, comerciante de cavalos e, antes dos 18, foi contratada numa clínica como dermatologista. Ela persuadiu pessoas de nível cultural e educacional muito superiores ao dela, utilizando a auto-confiança. Ela provou que a imagem convence mais do que o conteúdo.
Assim, para sermos melhores é fundamental que desenvolvamos a auto-confiança e reduzamos nossa auto-crítica e o medo de nos lançar. Ser melhor não é só uma questão objetiva, mas é muito subjetiva. Temos que nos crer fortes, inteligentes e bonitos. Porém, se é muito difícil acreditar mais nas nossas qualidades, comecemos por desacreditar mais nos nossos defeitos; duvidemos das nossas fraquezas e limitações. E, por fim, nos cerquemos de amigos que, como o pai de Gisele, façam-nos sentir valorizados. Aqueles que nos fazem sentir melhores, nos tornam melhor!
sábado, 23 de agosto de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Muito legal e interessante, o duro é quebrar todos os pessimismos...
ResponderExcluir