quarta-feira, 16 de julho de 2008

Auto-controle e respiração

Talvez a capacidade mais importante que possamos ter seja o domínio sobre nossa vontade. Como alguém já disse, a paixão é uma ótima senhora, mas uma péssima serva. O auto-controle talvez seja uma condição ideal, não alcançável, mas vou me deter a um pequeno aspecto dele. Por exemplo, dominar um impulso. Isso é possível, como afirmam os yoguis, pelo controle da respiração. O ato de inspirar e expirar, além de ser indispensável à sobrevivência, está muito associado ao emocional, recebe contribuição dele e retribui realimentando a mesma emoção. Perceba como num momento de angústia você contrai a musculatura abdominal e respira apenas com a parte superior dos pulmões. Isso gera uma entrada menor de ar e aumenta a angústia. De modo análogo, os padrões de respiração também se alteram com outros estados emocionais. O problema é que não nos atemos a eles e demoramos mais a sobrepujar a emoção ou o impulso que nos faz mal. Mas se, ao percebermos que nosso "emocional" está dominante, voltarmos nossa atenção para a respiração, tornando-a calma, completa e consciente, conseguimos recuperar o controle de nós mesmos.
Experimente uma vez, se nunca o fez, perceber como está respirando quando algo vai mal e faça algumas respirações profundas, abdominais. Sinta o resultado!

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