
A matemática é das ciências mais importantes. Para todo ser humano, desde o menos instruído, até para o mais, ela está presente diariamente. Conhecê-la, ao menos nos níveis mais elementares, dá ao indivíduo poder, e porque não dizer, cidadania. Quantas pessoas não são prejudicadas ou prejudicam porque não sabem fazer medidas, calcular áreas, doses ou juros? No entanto, assim como têm ocorrido com muitas disciplinas, por exemplo, a química, a matemática também deixou de ser ensinada como ciência aplicada. Desde que surgiu a “matemática moderna”, na década de 60, o ensino dela deixou, por exemplo, de priorizar que o aluno memorizasse a tabuada e os algoritmos das operações matemáticas para que, em vez disso, tomasse contato com as propriedades que regem tais operações. A justificativa era que o aluno entender exatamento tudo o que fazia, seria até mais importante que fazê-lo, pois “decorar” começou a ganhar um sentido pejorativo de “fazer sem entender”. No entanto, os meus anos de docência (e de estudante) me ensinaram que, em matemática pelo menos, aprender a usar deve anteceder entender os fundamentos mais abstratos desta ciência.
Assim, acredito que o indivíduo deva ser primeiro “adestrado” em matemática, para depois entender seus (belos) fundamentos. Mesmo porque haverá aqueles que nunca vão entender esses fundamentos; então que, pelo menos, saibam converter milimetros em metros ou saibam calcular os juros do seu cartão de crédito!
Existe um livro muito legal criticando a “matemática moderna” e defendendo o ensino da “antiga”. Em um trecho, o livro cita uma historinha que vou traduzir, pois ilustra bem esses comentários.
“Uma centopéia passeava prazerosamente, quando encontrou uma perereca. A perereca atônita, observou:
- Puxa, que fantático! Você tem 100 pés e mesmo assim sabe exatamente quando usar cada um!!”
Depois desta observação, a centopéia começou a pensar sobre qual pé iria colocar a seguir e ficou paralisada.”
Livro referido:
“Why Johnny can’t add”. Morris Kline. 1973 Existe um "site" com o livro todo:
http://www.marco-learningsystems.com/pages/kline/johnny.html
Kline foi professor de matemática na Universidade de Nova York, faleceu em 1992.
Assim, acredito que o indivíduo deva ser primeiro “adestrado” em matemática, para depois entender seus (belos) fundamentos. Mesmo porque haverá aqueles que nunca vão entender esses fundamentos; então que, pelo menos, saibam converter milimetros em metros ou saibam calcular os juros do seu cartão de crédito!
Existe um livro muito legal criticando a “matemática moderna” e defendendo o ensino da “antiga”. Em um trecho, o livro cita uma historinha que vou traduzir, pois ilustra bem esses comentários.
“Uma centopéia passeava prazerosamente, quando encontrou uma perereca. A perereca atônita, observou:
- Puxa, que fantático! Você tem 100 pés e mesmo assim sabe exatamente quando usar cada um!!”
Depois desta observação, a centopéia começou a pensar sobre qual pé iria colocar a seguir e ficou paralisada.”
Livro referido:
“Why Johnny can’t add”. Morris Kline. 1973 Existe um "site" com o livro todo:
http://www.marco-learningsystems.com/pages/kline/johnny.html
Kline foi professor de matemática na Universidade de Nova York, faleceu em 1992.
Eu acho que o Dr. Enéas iria concordar com você!!
ResponderExcluirQuerida Sigler, achei genial seu artigo. Todos nós, educadores, sabemos as dificuldades cada vez maiores que temos tido com alunos mal formados, sejam quais foram as áreas. Um grande abraço.
ResponderExcluirsejam quais forem as áreas...
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